Bom dia querido leitor ou leitora. Você que chega aqui para mais um momento de leitura em busca de informações, principalmente se você é mamãe ou está esperando um bebezinho.
Vou tentar falar hoje, de uma forma muito clara e tranqüila sobre as verdades e as muitas mentiras que giram em torno de uma família que terá um bebê em breve, ou mesmo que já tem uma gracinha em casa.
Antes de mais nada, é preciso dizer que estou falando apenas e tão somente de gatos de raça, vindos de uma criação idônea, que foram criados “indoor”, ou seja, somente dentro de casa, que só comem ração seca e principalmente, que tem o temperamento típico dos gatos de raça, mais especificamente sobre os persas é que me atrevo a falar e não poderia, de modo algum, generalizar e falar sobre todos os gatos.
Faço uma exceção muito clara sobre gatos que não atendem a estes requisitos e que, principalmente, tem acesso às ruas.
Noto ainda, no que tange aos gatos, um preconceito generalizado, mas gostaria de fazer aqui um adendo e até um pedido de reflexão para você, meu leitor querido. Você já viu, por acaso, um cão guia para cegos SRD?? Não! Porque não?? Simples!! Busca-se, nos cães de raça o temperamento apropriado para o cumprimento de uma tarefa e mesmo nos cães de raça, ainda é feita uma triagem muito rigorosa e somente alguns poucos, cujas qualidades sobressaem sobre os demais é que são escolhidos para dar continuidade a um treinamento.
Já sobre a toxoplasmose, caso você queira saber um pouco mais sobre isso, é possível encontrar em ARTIGOS, um artigo meu falando justamente sobre este problema. É uma entrevista que fiz com um médico veterinário, um especialista em felinos e principalmente um eterno estudioso. www.gatilksicats.com.br/toxoplasmose.htm
Talvez uma das grandes bobagens que você certamente irá ouvir se tiver um gato e estiver esperando um bebê é que o gato não gosta do seu bebê. Ele tem tudo para gostar da sua criança, mas é preciso neste aspecto, um certo cuidado.
Impeça o acesso do gato ao quartinho do bebê muito antes dele chegar, assim ele não irá associar a perda do espaço com a chegada do bebê.
Dirão também que o gato trará doenças para seu bebê. Também neste aspecto é preciso um certo cuidado antes de disparar uma tal “verdade absoluta” como essa, senão vejamos: Seu gato tem saúde?? Ele come só ração?? Ele sai às ruas para caçar??
Então como seria possível um gatinho saudável passar alguma doença??
Certamente você ouvirá que o gato irá atacar o seu filho. Isso, claro, dito por aquelas pessoas que tem verdadeiro horror aos gatos. Esse tipo de pessoa será alvo de um artigo só para elas oportunamente.
Não, seu gato, não irá atacar o seu bebê, principalmente se o bebê for adequadamente apresentado ao seu gatinho. Essa apresentação deverá ser de forma muito calma e tranqüila. Gatos, assim como outros animais, sabem distinguir um bebê.
Eles irão conviver em paz e tranqüilidade, tranqüilidade esta, que inclusive será ditada por você mesmo, na sua casa, na apresentação dos dois.
Outra “pérola” que certamente você vai escutar é que seu bebê ficará doente por conta dos pelos dos gatos. Outra grande bobagem!! Se o gatinho for um pelo longo, é importante manter os banhos mensais do ou dos gatos.
Escovação periódica também é importante, assim evita-se os pelos voando pela casa, pelo menos, um pouco deles porque certamente ainda haverá pelos voando, isso não tem jeito.
Os problemas alérgicos são outro capítulo à parte, mas vamos com calma: Alérgicos, todos nós podemos ser, mas o fato é que já está inclusive cientificamente comprovado, que crianças que tem contato com animais conseguem desenvolver seus sistemas de defesa de forma mais ordenada e eficiente, diminuindo portanto o aparecimento das alergias.
Mesmo um bebê que apresente um quadro alérgico, se for devidamente acompanhado por um bom pediatra poderá vencer esse episódio e dificilmente voltará a apresentar esse problema novamente.
Fico sempre muito triste quando vejo pessoas querendo se livrar de animais com os quais conviveram durante anos, porque uma criança chegou na casa. Ao primeiro espirro os pediatras, claro, os desinformados, já soltam logo: Tem gato em casa? Livre-se dele! Como se fosse possível desvincular-se assim tão prontamente de alguém que se ama!!
Já quanto a encontrar o gatinho dormindo junto com a criança ou o bebê, isso uma hora vai acontecer. Não tem jeito! Mas mantenham-se calmos, não é o fim do mundo!!!
Eu mesma escondia uma cachorrinha que tinha quando era criança dentro do meu pijama, como se ninguém conseguisse ver a cachorrinha escondida e ia feliz e “lampeira” dormir com ela. Acreditem: Estou viva até hoje!!! Rsrsrs
Muitas vezes o gatinho procura o berço para dormir para ficar com o seu bebe, para dormir num lugar gostoso, afinal que gato não gosta disso? E também, muitas vezes, para “cuidar” do seu bebe. Gato são afetuosos por natureza e sentindo um bebezinho em casa, terão prazer e vontade de ficar junto ao bebê.
Reitero que não é preciso desfazer-se de um animal querido, basta ter calma, saber administrar as situações que aparecem, ensinar desde cedo ao seu filho o respeito pelos animais, cuidar muito bem da saúde do seu bebê e do seu felino e tudo irá correr bem.
A calma, a ponderação, são os pontos básicos que irão conduzir essa temática e também claro, os profissionais da saúde mais “mente aberta” também deverão ser procurados, até porque, o ganho emocional que essas crianças terão será muito maior do que um ou outro possível espirrinho.
Claro, não sou médica, sou apenas mãe, pedagoga, psicopedagoga e amante fervorosa dos animais e claro apaixonada pelos meus gatinhos.
Noto inclusive em sala de aula, que as crianças que convivem com animais são mais calmas e tem maior conhecimento sobre o “outro” do que aquelas que não convivem com animais.
No dia a dia, os animais passam valores dos mais importantes, principalmente nesses tempos onde a sociedade se pauta quase que exclusivamente pelo egocentrismo.
A criança e o bebê que tem um animal em casa, já conseguem ter um olhar mais amplo e perceber também o “outro” como parte de suas vidinhas. Acreditem, isso fará uma profunda diferença na vidinha deles.
Reitero que descarto nesse artigo as exceções, que certamente poderão ocorrer, até porque, em momento algum me atreveria a ser a “dona da verdade”.
Então mãezinha, paizinho e familiares de um modo geral, que estão aqui hoje lendo esse artigo, peço e até insisto em que mantenham-se calmos e procurem ver o bem estar do seu filho de uma forma mais ampla, até porque o sorriso e a felicidade de uma criança com um animalzinho no colo, NÃO TEM PREÇO!!!
Abraços fraternos!
Kátia Ignácio
