Olá querido leitor, que voltou aqui para mais um momento de leitura e reflexão sobre este maravilhoso mundo do gato.

Volto hoje a abordar meu ponto de vista sobre o que entendo, vejo e observo sobre o mundo do gato.

Falei com bastante franqueza, clareza e até com um certo desapontamento sobre como vejo o panorama dos criadores (não todos!!!), no meu ultimo artigo, onde se vê pouco apreço ao estudo e um apreço bastante considerável pelo dinheiro, o que claramente vai na contramão da qualidade de vida dos peludinhos.

Mas, é importante também ressaltar que o comprador, de um modo geral, incentiva a prática nociva dos criadores. Onde há procura, acabará sempre tendo oferta e é sobre isso que pretendo discorrer hoje.

Vou procurar, de uma forma muito tranqüila, mas também bastante sincera te mostrar que é preciso muito cuidado quando se vai em busca de um novo amiguinho, para que, ao invés de trazer uma grande alegria para casa, acabe com um problemão nas mãos, problema este, que algumas vezes nem tem solução.

Quantas vezes ouço de possíveis compradores, a seguinte afirmação:

- E sem pedigree? Tem desconto??

Muitas vezes, essa pergunta vem acompanhada de afirmações do tipo:

- Sabe, eu não faço questão disso.

- Ahh.. eu quero só o gatinho mesmo.

Daí vão aquelas longas explicações sobre a importância do pedigree, a importância da isenção para PKD, os cuidados e os gastos que uma criação tem e o porquê de simplesmente não vendermos sem pedigree.

Não damos desconto. Não existe meio termo:  ou vendemos com pedigree ou simplesmente preferimos não vender. Até porque o custo da emissão de um pedigree é muitas vezes o que tem um peso menor numa criação de animais. Também não abrimos exceção: Se o gatinho for para companhia ou já sai castrado daqui, o que depende da idade do bebê, ou deverá ser castrado antes de atingir oito meses de idade, onde eles, via de regra, começam a ficarem inconvenientes.

Como sou bastante tranqüila na defesa de meus pontos de vista, muitas vezes consigo fazer com que o comprador em potencial entenda nosso ponto de vista e o respeite, mas já aconteceu também de perceber claramente que o comprador não se satisfez com nossa afirmação e procura formas de burlar nossas determinações.

Então, querido leitor, este é um convite também para que você possa refletir mais sobre a atuação nociva do comprador para o desmantelamento de uma raça.

Se não tivesse havido tanta procura, não teriam praticamente extinguido raças como os Collies, os Pequineses e etc.. etc.. etc.. etc, para minha infinita tristeza.

Só o criador não fará tudo sozinho e como temos hoje formas muito eficazes de comunicação, a disseminação do conhecimento e o convite à reflexão sobre algo que se pretende fazer é sempre um complemento importante para que decisões acertadas sejam tomadas.

Pense, meu amigo, em cada pessoa que você já conheceu que procurou de alguma forma, uma “via alternativa” para realizar seu sonho, buscando as formas mais econômicas possíveis e se formos pensar numa escala geométrica, conseguirei expressar minha preocupação sobre os riscos que a raça persa corre se não trabalharmos duramente para que haja uma importante mudança comportamental no comprador, o que irá gerar uma mudança de atitude também do criador.

Desta forma preciso chamar a atenção para que você, como comprador, possa refletir e repensar e quando for em busca do seu novo amiguinho, o faça com mais atenção à história da raça, sua preservação e seu papel como comprador, que também é muito importante,  para a preservação dela.

E foi pensando nisso tudo é que resolvi escrever este artigo, para que você, amigo, que pretende aumentar sua família felina, o faça com a responsabilidade e com a propriedade necessária, para que não só você, mas seus filhos e netos também possam conviver com criaturas tão adoráveis como são os persas.

Deixo aqui abraços fraternos em todos!!

 

Kátia Ignácio

 

 

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