É obrigatório que os himalaios tenham olhos azuis que podem variar entre o azul claro até o azul intenso, sendo este último o mais desejado.
Como existe uma “pitada” de siamês nesta variedade, é mais difícil o ganho de peso e o formato cobby no corpo dos himalaios.
Eles são um pouco mais ativos que os persas e vocalizam um pouco mais também.
Nas cores mais claras, como o creme, por exemplo, às vezes fica até difícil enxergar a cor na face do animal, também chamada de máscara.
No nascimento os himalaios costumam ser totalmente brancos, ou QUASE brancos, num creme muito suave.
Conforme for a cor das pontas, estas podem demorar até dois meses para se manifestar. Cores mais escuras como o Seal pointed (preto), aparecem em poucas horas.
Gente, é muita coisa, teremos ainda uma continuação das cores e das marcações!
Não posso me furtar aos agradecimentos: Revista Cães & Cia, Royal Canin e ao meu marido Luiz Carlos, pelo carinho na editoração destes artigos!
Abraços fraternos!
Kátia Ignácio.
REFERÊNCIAS:
VAISSARE, Jean-Pierre – ENCICLOPÉDIA ROYAL CANIN DO GATO, Itália, ANIWA, 2001.
PENNACCHI, Marcos e RASICA, Leonardo – REVISTA CÃES E CIA n. 262, O charme de ser um gato ponteado, pág. 39-43, São Paulo, Forix, 2001.
MARTINS, Luiz Carlos – Apostila de Genética Felina – Águas da Prata, 2006.
CORAÇÃOZINHO PINTOR: Himalaios
Os gatos himalaios têm na sua ancestralidade, uma pitada de siamês, que deixou sua marca na beleza dos olhos azuis e na apresentação das cores, que se manifestam apenas nas pontas: orelhas, face, pernas e rabinho.
Nas extremidades do corpo o calor demora mais a chegar e a cor então se manifesta num dégradé delicado e elegante. Portanto, quanto mais longe do coração, melhor é a manifestação da cor real do gato.
Também para os gatos himalaios vale a escala de cores, mas neste caso, como a cor só se manifesta nas pontas é chamado pointed. Ex: Chocolate pointed, blue tortie pointed, seal pointed (preto) e etc.

Em seguida vem o preto, esta cor tão magnífica e elegante, mas que ao mesmo tempo é tão estigmatizada. A diluição do preto é a cor azul (blue), que muitas pessoas chamam equivocadamente de cinza.
Ainda nas cores baseadas no preto, temos o tão raro chocolate e sua diluição que é mais rara ainda o Lilás. Lilás é a última cor em termos de dominância, razão pela qual é tão difícil e rara.
Principalmente nas cores baseadas no preto é comum o aparecimento de fios brancos inclusive de uma textura um pouco diferente dos demais, o que requer perícia do groomer para a remoção destes fios antes de uma apresentação em exposição.







A primeira cor que mascara todas as outras é a branca. Um gatinho branco pode ter todas as outras cores “por trás” e não aparecerá, mas seus filhos não necessariamente serão brancos.
A segunda pela ordem de mascaramento é a cor vermelha.
O vermelho mascara todas as outras, mas é mascarado pela cor branca e assim sucessivamente.
O vermelho tem ainda uma característica das mais interessantes: está ligado ao sexo.
Quando vocês virem uma gatinha preta e vermelha, vocês podem apostar com seus amigos que se trata de uma fêmea, porque os raríssimos gatos pretos e vermelhos (escama de tartaruga) que nascem, são tidos como aberrações da natureza e normalmente são estéreis.
Depois do vermelho, vem sua diluição, que é a cor creme, muito bonita por sinal. A diluição neste caso é mesmo como por um “tantinho” de água e desbotar a cor. Acho esta explicação super simples e fácil de entender.
Cores
Envolvi-me nesta tarefa e vou tentar dar o melhor de mim, mas confesso que é bastante complexo e estou realmente me esforçando para não cometer nenhum deslize.
Então hoje pretendo falar um pouco sobre os padrões de cores e vou começar pela escala de cores, até para que vocês possam entender a dificuldade de conseguir esta ou aquela cor e também as dominantes e as recessivas.
Neste artigo contei também com a preciosa ajuda do maridão, especialista em genética de gatos.
