Penso que o Chris tem noção exata da diferença de tamanho entre ele e seu mais novo amiguinho, até porque ele deixa o Freddy fazer o que quiser dele e não reage. Às vezes, a brincadeira fica mais séria e acaba saindo um chorinho. No entanto, dois minutos depois, já voltaram às brincadeiras.
Porque contei isso para vocês? Só para exemplificar que amor não tem barreira nenhuma. Que no coração de um “gateiro” sempre terá espaço para qualquer animal!
Tudo bem, pessoal, eu prometo que vou procurar ficar distante dos porcos espinhos, das onças, dos lagartos e por aí vai!!!
Abraços fraternos!
Kátia Ignácio


Ele não esboçou nenhuma reação de agressividade, muito pelo contrário, aninhou-se nos meus braços como se sempre tivesse vivido ali.
Trouxe-o de volta para a turminha dela e elogiei a docilidade daquele cãozinho. Onde ela me contou que o havia resgatado de uma criação tipo fundo de quintal e que ele tinha sete anos de vida já. Disse ainda que ele tinha vindo numa condição muito precária de saúde, e que aos poucos ele estava melhorando. Acrescentou ainda que ele iria para adoção quando ficasse completamente curado.
Ela me perguntou: - Quer ficar com ele Kátia?! Olha, acho que vocês se deram tão bem!
Desnecessário dizer que foi paixão à primeira vista e pior! Recíproca!!
O Luiz rapidamente respondeu que já tínhamos um e que dois seria exagero. Que ele não nos ouça, e nem nos leia, mas o fato é que eu pisquei para a Andréia que, como toda mulher, entendeu rapidamente. Que ele continue não nos lendo, mas quando ele virou as costas, eu e a Andréia batemos as mãos em total sinal de cumplicidade.
Daí foram quinze dias de um “trabalho” de convencimento do Luiz, da nossa “REAL” necessidade de mais um cãozinho em casa. Por fim, e como todo marido tem sempre a ultima palavra que é: Sim Senhora! Consegui convencer o Luiz a me deixar adotar aquele pequeno serzinho.
Outro problema que também tinha um peso grande para não ser adotado: Carrapatos! Ele os tinha tantos que seria necessário um tratamento de choque para combatê-los todos.
Só para piorar mais um pouco, estávamos com obras de ampliação no gatil e vocês podem imaginar: cimento, tijolos, areia, sujeira e por aí vai!
Para cúmulo das complicações o Adriano, que nos ajuda aqui com a limpeza, ouvindo uma conversa minha com meu marido sobre o cachorrinho vir para nossa casa, nos “brindou” com a seguinte frase:
- Ahhh num sei não hein!!! Mais um cachorro?? Será que ele vai acostumar aqui com os gatos?!
Ele nem tem noção do quão perto ficou de eu lhe arrancar os “zóquios”!!! Rsrsrs
Ele percebeu o tamanho da mancada, até pelo meu olhar assassino e depois veio falar comigo:
- Nossa dona Kátia, desculpe viu. Está dando o que fazer para o “Seu” Luiz aceitar o cachorrinho e eu ainda dando “do contra”,
O fato é que apesar de tudo, um mês e pouco depois, já castrado e com uma quantidade muito menor de carrapatos ele finalmente veio “dar com os costados” aqui na nossa casa. Ficou separado dos demais até termos certeza de que não tinha mais carrapatos e aos poucos foi se acostumando aqui em casa.
Não sei como expressar o tamanho da minha felicidade ao saber que este pequeno finalmente tinha chegado e que aqui ninguém mais o iria maltratar. Confesso que até chorei de alegria na primeira noite com ele aqui em casa.
Ele não sabia nem o próprio nome, não entendia! Necessidades fisiológicas então, eram feitas pela casa toda. Não tinha a menor noção de limpeza e para complicar mais ainda, tem idade avançada o que dificulta tudo.
A técnica do reforço positivo também foi difícil de aplicar, porque o Chris fazia tudo certinho e vinha pedir sua recompensa, que, claro, o Freddy também queria, embora não tivesse feito nada no lugar certo. Mas, os dias foram passando e devagar as coisas foram se ajeitando.
Como eu também falo sempre, nada como um dia após o outro e uma noite no meio, mas o fato é que os dois cachorrinhos são agora como “amigos de infância” e não se largam mais.
Achei um cãozinho muito pequeno, totalmente branco acuado num canto, bem no fundo da casa, absolutamente assustado. Chamei a Andréa e falei que tinha encontrado um cãozinho, que deveria ser o que ela estava procurando e perguntei se podia pegar o pequeno.
Ela me disse que ele era um doce e me pediu para pegá-lo. Passei por baixo de vários andaimes até conseguir alcançá-lo e finalmente peguei nos braços aquele pequeno ser assustado e tremediço.

Olá pessoas lindas!
Sempre com saudades de vocês, volto aqui hoje para contar mais um “causo” que aconteceu aqui em casa, envolvendo nossos amados peludinhos.
Essa história tinha inclusive tudo para dar errado, desde o começo, mas o fim, vocês verão!!
O fato é que eu debandei para o mundo dos gatos já há alguns anos, mas nunca abandonei totalmente a minha primeira paixão que foram os cães.
Então aí já temos o primeiro fato: Teria eu “abandonado” os cães? Não! Nunca.. jamais!
Tanto é que temos em casa o Christoffer! Não confundam com o Christoffer Lambert não viu.. é Christoffer lambe lambe mesmo!
Então, para uma “atual” amante dos gatos, um cão já bastaria, vocês não acham?
Sim, claro, um cãozinho, o Christoffer para ser um cãozinho de alarme, de companhia e também para ajudar na socialização dos gatos com outras espécies, estaria ÓTEMOOO, como eu costumo brincar.
Até aqui estava tudo bem... um monte de gatos, um cachorrinho já educado e pronto!
Pronto?? Mesmo?! Hummmmmmmmm!!! Não exatamente!
Estava tudo pronto até o dia em que fomos visitar uma querida amiga, a Andréa na casa dela, numa cidade vizinha da nossa.
Lá chegando, os pedreiros estavam trabalhando, e como onde tem pedreiros tem sujeira, bagunça, tijolos e etc., entramos com cuidado, acompanhados da Andréa. Ela, claro, já estava discutindo com os pedreiros que estavam no maior “corpo mole” do mundo, até que ela deu falta de um cachorro. Nervosa, saiu procurando, chamando, contando e nós fomos tentar ajudar.
