O gato, este ser extraordinário que conhecemos tão bem, vem, ao longo da história, desempenhando diversos papéis, alternando situações onde se apresenta como ser “do bem” e também “do mal”.

Na idade média, o gato, principalmente o preto, era tido e havido como um animal que faria companhia às bruxas e participaria ativamente de rituais.

Era comum serem queimados, junto com suas donas, na terrível época do obscurantismo, ou era das trevas, ou ainda, Inquisição, como ficou bastante conhecida.

Temos ainda, em termos histórico, o gato útil, aquele que ajudou o homem no controle de pragas.

Penso que seria um interessante foco de estudo, se pudéssemos verificar a atuação dos gatos no período da Peste Negra, ou Peste bubônica.

Existem relatos de que a Peste Negra teria assolado um terço da população da época. Fico pensando qual poderia ter sido o número de mortos, se não houvessem os gatos para controlar, ao menos em parte, a população dos ratos naquela época.

Ainda assim, gostavam de queimá-los junto com as “bruxas”. Se fosse um pretinho básico então, não escapava mesmo da fogueira.

Já o Rei Salomão, que ficou conhecido por ser um rei de grande inteligência e sagacidade, tem uma história bastante interessante com sua gata favorita que tendo dormido sobre seu manto, num momento onde o Rei precisava caminhar, ordenou aos seus súditos que cortassem o tecido ao redor de onde repousava a sua mais amada gatinha, para que ele pudesse andar, sem, no entanto, perturbar o sono de sua amadinha.

Sempre gostei muito de ler, e meu escritor predileto é o meu muito amado e querido Victor Marie Hugo, o escritor da trilogia que eu recomendo a qualquer pessoa que aprecie uma boa leitura:

- Os trabalhadores do Mar, onde ele fala sobre a distinção de classes sociais e os sofrimentos das classes menos favorecidas.

- O Corcunda de Notre Dame, onde ele fala sobre aspectos como a beleza e a feiúra, lembrando que seria a beleza e a feiúra aparente e também a não aparente.

E por último, o mais espetacular de todos os livros que já li, que é:

- Os Miseráveis. Neste livro que se mantém ativo e atual ao longo dos anos, ele trata magistralmente das misérias humanas em seus mais diversos aspectos.

Desnecessário dizer que Victor Hugo foi um grande amante dos gatos e sempre os teve por perto de si. Seu modo de viver foi totalmente introspectivo mas os gatos sempre foram seus companheiros inseparáveis.

A própria palavra GATO tem inúmeras traduções:

- Mulher bonita – Gata
- Homem bonito – Gato
- Furto de energia – Gato
- Intermediário em obras – Gato

E por aí iriam várias outras versões para o mesmo nome.

Gato família, que ronrona tanto, que até treme. Que dorme feliz da vida, no seu sofá ou no seu travesseiro mesmo.

Gato de rua, que está sempre presente nas esquinas da vida. Sempre esquálidos e com fome, precisando muito de um lar e de um coração quente que o agasalhe das intempéries da vida.

Os gatos fazem parte também da arquitetura e da pintura ao longo dos tempos e, como é de se esperar, deverá ainda povoar nossas criações artísticas, nossa literatura e nosso imaginário por muito e muito tempo.

Enfim... existe algo mais especial do que um gatinho dormitando numa janela?

Acho que não!!!

Abraços fraternos!!

 

Kátia Ignácio

O Gato e suas múltiplas facetas

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