Sem contar que isso tudo tiraria dele o que ele sempre foi: ESTUPENDO!

Podem acreditar, o dia da decisão com certeza foi dos mais difíceis para nós: Ele já não conseguia sequer permanecer de pé na liteira e estava urinando deitado. Não conseguia mais caminhar, estava magro, a imunidade estava baixa, apareceram fungos. 
Era chegada a hora.

Eu sabia que esse dia estava se aproximando, rápido demais e ficava quieta, cuidando dele da melhor forma possível, mas não me atrevia a dizer nada. O Luiz também, mal tocávamos no assunto, mas ambos sabíamos o que teríamos pela frente.

Nesse dia o Luiz me chamou e disse que tinha chegado a hora. Eu sabia que ele estava certo!

Ligamos para o nosso veterinário que vinha acompanhando esse caso de perto e ele ficou nos esperando na clínica.

Não sei se fizemos certo ou errado, mas a Nicolle nós deixamos seguir seu curso, no entanto, com o Tatão, e até porque já tínhamos visto o quadro, sabíamos que daí para a frente seria só pior.

Ele foi no meu colo no carro, fraco, mas ainda ronronando.

O Tiago nem me cumprimentou sabendo o tamanho da minha dor. O Luiz não conseguiu entrar comigo.

Ele se foi calmamente, no meu colo, ronronando até o ultimo suspiro. Nem foi necessário o protocolo todo, já na anestesia ele se foi. Seu brilho apagou junto com as minhas lágrimas que rolavam soltas naquele momento. Mas apesar de tudo, acho que fizemos a coisa certa!

Não sei se fizemos certo ou errado, mas não queríamos ver novamente o que presenciamos com a Nicolle.

Eu, depois disso, fui para a escola e o Luiz ficou com a parte mais difícil que foi levar o nosso pequeno para ser cremado.

Ele seguiu até Campinas, na Éden Pet, onde o Tatão foi tratado com todo o respeito que sua longa vidinha merecia e que a dor do Luiz pedia. Lá ele foi velado e acalentado até o último instante.

Cheguei na escola ainda com tempo para chorar um pouco antes de pegar as crianças. Mas mesmo ao longo do dia, as lágrimas teimavam em rolar. Uma das minhas crianças, um doce menino, no meio da tarde me perguntou o que eu “tinha nos olhos”!

No meio da tarde ele me ligou para dizer que estava levando nosso filhão de volta para casa! Seus restos estão numa casinha de madeira muito lindinha, com os seguintes dizeres: Pequena história de um grande amor! Acho que nada seria mais apropriado!

Talvez vocês estejam pensando que escrevi tudo isso apenas para repartir minha dor com voces. Não!

Escrevi isso tudo, expus minha alma e meu coração num momento de dor profunda para deixar claro o nosso REPÚDIO aos criadores que visam apenas dinheiro!
Essa ganância gera uma dor quase insuportável para outras pessoas! É preciso que eles entendam que há limites a serem respeitados!

Hoje, sou criadora também, mas pautamos nossa criação pela ética e pelo respeito aos nossos gatos e aos nossos amigos. Jamais conseguiria dormir em paz com minha consciência se soubesse que provoquei intencionalmente uma dor assim tão profunda numa pessoa!!

E assim, queridos amigos, numa sexta feira triste, no dia 16 de setembro, nos deixou para sempre o nosso amado e inesquecível Tatão. Que São Francisco de Assis o embale suavemente em seus braços!

À EDEN PET o nosso muito obrigado por ter tratado com tanto respeito e carinho o gatinho que certamente foi o mais amado deste mundo.

A você, que chegou até aqui lendo esse meu desabafo, fica apenas o nosso abraço, dessa vez triste e sentido, mas ainda assim FRATERNO COMO SEMPRE!

 

 

Kátia Ignácio & Luiz Carlos
Gatil KSI Cats

 

"Tatão, só mudaram o palco e a platéia, então.....SHOW TIME TATÃO, SHOW TIME!"

 

Nossos sinceros agradecimentos neste momento tão difícil:

EDEN PET
Pedro e Thiago foram impecáveis nesta hora de dor, MUITO OBRIGADO, Família KSI Cats

Lembro que um dia, sozinha em casa, passando roupas, fiquei assustada, achando que havia “alguém” dentro de casa. O barulho era dos mais altos e estranhos. Até descobrir que era “apenas” o Tatão roncando, o coração já batia acelerado.

Essas e tantas outras lembranças passam agora na frente dos meus olhos! Foram tantas alegrias. Foram tantos momentos felizes.

Uma pena que os anos passam tão rápido e ele sendo PKD +, os anos passaram ainda mais rápido.

Nossa primeira gatinha, a Chrystall, também já está velhinha, aliás até mais velhinha que ele, mas o fato é que há pouco tempo, começamos a notar que o nosso grande e velho Tatão já não era mais o mesmo.

Andava magro, abatido, o pelo meio sem viço. Enfim, um abatimento muito similar ao que a Nicolle apresentou nos seus últimos dias. Quem não conhece essa história poderá lê-la no nosso site, basta acessar o meu artigo chamado “A Magnífica”.

Ainda tentamos alguns tratamentos, mas como já havíamos combinado, não faríamos nada que fosse invasivo demais, nada que fosse agressivo demais.

Uma coisa que consideramos uma agressão, seria separá-lo dos demais apenas para começar a ração renal. 

Certamente ele não entenderia essa exclusão, afinal sempre conviveu no seio de nossa família, cercado de amor e carinho. Uma gaiola naquele momento soaria mais como um castigo e como uma forma aviltante de prolongar sua vida.

Afinal o que ganharíamos com isso? Um ou dois meses a mais de vida? Um monte de injeções, de soroterapias, de ração diferenciada por uns poucos dias onde ele teria que ficar longe de todos os outros gatos da casa e de nós?

Nesses momentos era possível notar o quanto ele gostava de se apresentar em exposições e eventos. Adorava ser fotografado! Nenhum barulho ou burburinho era capaz de tirá-lo de sua fleuma britânica.

Outra coisa importante: Penso que ele era o único gato do mundo que adorava abraçar as pessoas! Nesses momentos ele ronronava tão alto que parecia mais um ronco.

Aliás, falando em ronco, chegou um tempo que ele ganhou “cartão vermelho” do nosso quarto. Além dele me empurrar para fora da cama, pois fazia questão de dormir no meio, entre eu e meu marido, ainda roncava como um porco, dos grandes, podem acreditar.

ELLYOTT OU TATÃO

NÃO HOUVE GATO MAIS AMADO DO QUE VOCE!!

 

Antes de mais nada, quero que vocês saibam que eu pensei muito, mas muito mesmo, antes de sentar aqui para escrever, como estou fazendo agora!

O fato é que vou contar hoje para vocês um pouco do que vivenciamos ao longo de quase nove anos convivendo com um grande amor, chamado Tatão, e com um grande problema, chamado PKD.

Quando começamos nossos planos de um gatil, ainda de forma muito embrionária, sonhávamos com um lindo gato, de padrão maravilhoso, para ser o papai de nossos filhotinhos.

A aquisição do Tatão foi um plano longamente almejado e que nos trouxe imensa felicidade, tanto pela beleza ímpar dele, como também pelo temperamento absurdamente doce. Hoje penso que São Francisco, na Sua imensa sabedoria, o mandou para nossa casa.

Mas o fato é que poucos meses depois, quando ele começava a entrar na idade adulta, descobrimos que ele era PKD positivo. O cruel dessa descoberta é que ela veio numa segunda feira, cujos sábado e domingo anteriores foram só de vitórias.

Lembro-me como se fosse hoje, voltei de São Paulo até aqui chorando muito e com crise de bronquite. Febre alta acompanhou esse quadro que era totalmente emocional.

A dura decisão veio poucos dias depois: castração o quanto antes!

Essa era a única forma de não fazermos outras pessoas passarem pela mesma dor que nós passamos.

O tempo passou, o Gatil KSI Cats firmou-se pautado na ética e na moralidade. O Tatão, que adorava apresentar-se em exposições, ia a todos os eventos conosco!

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