PERSONALIDADE
Queridos leitores, quanto mais convivo com meus persas, sejam eles adultos ou filhotes, mais aumenta a minha paixão por estas maravilhas da natureza.
Então, neste artigo, quero conversar com vocês sobre a personalidade destas preciosidades, porém, falar de personalidade não é fácil, porque é muito individual, muito próprio, muito exclusivo.
Já nasceram ou vieram para minha casa, um número maior de gatos, do que posso imaginar neste momento, e nunca, isso mesmo, nunca tive um gato sequer que fosse igual ao outro.
Vou nos dois extremos e começarei pelo Ellyott, nosso muito amado Tatão. Ele é a nossa melhor definição para “mala véia”. Extremamente amoroso e apegado com meu marido, adora dormir no meio de nós dois.
O problema é o seu tamanho: Ele é imenso e ronca como um adulto. Sem contar que ele vai nos empurrando para os lados da cama e ficamos nos policiando para não cair dela, enquanto sua majestade ronca em altos brados.
Ele não gosta muito de viagens e normalmente sai reclamando, mas quando pegamos uma velocidade constante, dorme sua soneca e vai tranqüilamente conosco para onde formos.
Porém, em exposições, ele se transforma. Cria uma personalidade própria e marcante. Absolutamente senhor do ringue, comporta-se como um Lord britânico. Fascina e conquista a todos com seus modos tranqüilos e sua meiguice ímpar. Quando chegamos perto da gaiola para tirarmos e levarmos ao ringue, meu marido diz: “Show Time, Tatão! Show time.” Essa é a senha para ele se transformar.
Nunca vou me esquecer, quando ainda um bebezão, foi para sua primeira exposição.
Quando a juíza terminou de examiná-lo, pegou a caneta para escrever a súmula e ele simplesmente enfiou a cabeça por debaixo das mãos da juíza para ganhar um carinho.
Ela usava aqueles óculos pequenos, que ficam mais na ponta do nariz e só vi suas sobrancelhas se erguendo em sinal da mais pura surpresa.
Ela largou a caneta e fez um bom cafuné nele! Bom.. eu... euzinha.. esta que vos escreve.... chorava como uma bezerra desmamada! E o nosso muito amado ficou em quinta lugar na categoria bebês!
Juro! Quase morri!
O Miguelzinho é outra manteiga derretida conosco, mas é completamente diferente! Ele se enrosca nas nossas pernas, sendo necessário um cuidado extra para não tropeçar nele. Mas isto é só conosco, com as pessoas que ele confia. Um estranho leva algo em torno de uns dois dias para que ele se aproxime, desconfiado, mas curioso, como todo bom gato persa deve ser.
Já o Eros e Victor Hugo são dois mulherengos na maior acepção da palavra. Se chegar um casal aqui em casa, ambos com certeza irão se enroscar nas pernas das mulheres, por inacreditável que pareça.
Ainda nessa linha o Victor Hugo, embora seja adulto e muito grande, gosta mesmo é de ser carregado no colo como um bebezinho, preferencialmente por mulheres. Acreditem!
Da Chrystall já falei bastante, mas não acredito que tenha falado para vocês que ela me dá beijos na boca. Outra característica dela é abraçar os filhotes de um modo tão carinhoso que chama a atenção de qualquer um.
É a senhora do nosso lar. A única que espera por petiscos em cima do arranhador. Todos os outros podem ficar em volta, mas somente ela tem o privilégio de ficar em cima dele.
Até aqui falei dos adultos, mas jamais poderia deixar de falar no meu dodói, o Gorki. Um imenso bebê de seis meses, extremamente apegado comigo, para minha IMENSA felicidade.
Este chega ao extremo de me seguir até no banheiro e por ser muito grande e até um pouco gordinho, ganhou o carinhoso apelido de Zé Pancinha.
Vocês talvez tenham recebido o e-mail que encaminhamos com a foto do balancinho, com a Penélope brincando de balanço nos braços de meu marido e se alguém não recebeu, basta me encaminhar um e-mail que eu mandarei com prazer.
Cada um deles nos passa seu amor, seu carinho, seus olhares de dúvida, de ansiedade, de amor e confiança. Mas não haverá nenhum olhar igual.
Uns nos esperam na porta, outros nos cutucam para ganhar carinho, outros miam na porta até que a gente se renda aos seus apelos, mas todos, sem exceção nos amam e são também muito amados!
Talvez esteja aí o grande charme e mistério dos persas: a diversidade, e apesar desta diversidade a incrível capacidade de dar amor! Só quem tem é que pode desfrutar deste amor tão puro!
Carinho a todos.
Kátia Ignácio
