TERNURA
Queridos amigos! Sim, vocês já são meus amigos queridos!
Cada um de vocês, que carinhosamente se deu ao trabalho de clicar na minha página para ler o que escrevo.
Esta época do ano, o Natal, o nascimento do Menino Jesus, é uma época que automaticamente nos remete para a emoção, para o carinho e principalmente para a ternura.
E o gato persa tem muito a ver com ternura. Muito mais do que vocês possam imaginar!
Quando este tema, a ternura passou pela minha cabeça, passou também um filme, de muitos, mas muitos momentos de uma ternura incrível, de um carinho absurdo.
Um carinho, meus amigos, que poucas pessoas hoje são capazes de dar!
Uma ternura tão profunda, tão visceral, tão simples, mas ao mesmo tempo tão complexa!
Quem já teve o prazer de ver uma mãe limpar um bebezinho que acabou de vir ao mundo, saberá do que estou falando.
Este é com certeza um momento de um PROFUNDO amor, de uma PROFUNDA ternura.
Tenho uma gata aqui em casa, a minha primeira gata, a Chrystall. Aliás, já falei bastante nela, mas vou tomar a liberdade de falar mais um pouquinho.
A Chrystall quando está dando de mamar para os bebezinhos ela os abraça. Mantém cada bebê debaixo de suas “asas”.
Uma vez, a Chrystall e a Victória tiveram bebês mais ou menos na mesma época, porém como ambas disputam a primazia, ou seja, fêmea alfa e fêmea beta, elas nunca se entenderam muito bem.
Também neste caso, a ternura falou mais alto, porque ambas indiscriminadamente cuidavam dos filhos umas das outras, com o mesmo carinho e ternura dispensados para seus próprios filhos.
Quando eles trançam nas nossas pernas, quando eles nos chamam com um miadinho tão baixinho, que às vezes é só um abrir da boquinha.
Quando eles nos olham, com aquele olhar de profundo conhecimento, como se nos dissessem:
- Eu sei que hoje você está cansado!
ou
- Eu sei que hoje você está triste!
Eu realmente acredito que eles DE FATO SABEM!
Enfrentei há algum tempo atrás um terrível inverno da vida.
Descobri que minha mãe tem uma doença incurável e que vai nos deixar aos poucos, de uma forma bastante cruel.
Acreditem meus gatos não saiam de perto de mim um instante que fosse, como a dizer:
- Não podemos mudar a sua realidade, mas podemos ficar do seu lado.
E assim fizeram, como fazem até hoje.
Olham, tocam, cruzam nossas pernas, miam, nos seguem com o olhar, ou nos acompanham mesmo, numa muda demonstração diária de uma TERNURA ímpar.
Que cada um de vocês, meus queridos leitores, possam encontrar a ternura perdida nestes dias tão corridos que levamos, se perdendo nem que seja por alguns instantes, dentro do olhar ABSOLUTAMENTE TERNO de seus gatos muito amados.
Abraços particularmente carinhosos e meu sincero desejo de um FELIZ NATAL a todos.
Kátia Ignácio
