Olá queridos leitores.

Volto a escrever sobre a questão da preservação, até em função das críticas que recebi sobre o artigo anterior, onde incentivo a preservação de uma forma geral.

Claro, recebi diversas palavras de carinho e apoio, mas as pedras também não faltaram.

Como pude notar que as palavras rudes e azedas foram, praticamente todas elas, filhas da ignorância e acreditando que a ignorância deva ser combatida com o conhecimento, a proposta deste artigo é coletar informações sobre a preservação, num trabalho de formiga, mas que poderá de alguma forma contribuir para que a luz do conhecimento possa se espalhar e tirar espaço do obscurantismo e seus filhos, a ignorância, a agressividade, o desamor e outros correlatos.

De acordo com estudos que efetuei o aparecimento e o desaparecimento de espécies esteve sempre condicionado ao fator tempo. Muitos séculos eram necessários para o aparecimento e outros tantos séculos também eram necessários para o desaparecimento de uma espécie ou raça. Como exemplo, o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros.

Já o homem, único ser que foi até hoje capaz de provocar profundas e irreversíveis alterações em nosso planeta, é também, se formos analisar em última instância seu pior inimigo.

O homem foi capaz de acelerar o tempo e fez desaparecer da face da terra inúmeras espécies.  O avanço do homem está quase sempre ligado ao risco de outras espécies.

Porque tem que ser assim?

Vários aspectos ligados ao homem contribuem para o desaparecimento de outras espécies, entre eles a fragmentação de florestas, ou mesmo a sua total ocupação pelos homens. Aumento da poluição, da malha viária, de espaços então ocupados pelos animais e que passaram a serem ocupados pelos homens.

A ganância é outro fator importante. Infelizmente vivemos num mundo onde a competitividade, a exploração e o lucro, falam muito alto.

Não devemos ainda perder de vista as injustiças sociais e a falta de distribuição das riquezas que permanecem “ad eternum” nas mãos de poucas pessoas. Aos demais, como se fossem menos homens, resta a ignorância, a fome, a luta diária pela sobrevivência e por conseqüência o embrutecimento dos sentidos. Pouca coisa é de fato importante quando não se tem um prato de comida para comer ou ainda onde é necessário lutar diariamente para conseguir um tão simples prato de comida.

Então, neste caso, não é possível sequer penalizar estes homens por deteriorarem o espaço onde vivem e o pouco que conseguem para tentar manter a vida.

Existem verdadeiros abismos entre os primeiros homens que citei e os outros, como se morassem em outro planeta. No entanto se não houver um trabalho HONESTO de preservação, o mundo que deixará de existir para os menos favorecidos, será também o mesmíssimo mundo dos mais favorecidos e não haverá mais condição de vida na face da terra.

No entanto, se houver a disseminação do conhecimento e efetivas condições de vida e de trabalho torna-se possível uma profunda transformação no meio ambiente com ganhos para todos. Exemplo disso: PROJETO TAMAR!

Até a década de 1970 não havia nenhum trabalho de preservação e as tartarugas já estavam na lista dos animais em extinção.
Hoje o quadro é completamente diferente e as tartarugas já não se encontram mais tão ameaçadas.

Vejam que coisa: o maior risco para as tartarugas marinhas, o homem é também hoje o seu maior protetor. Mesmo crianças pequenas são instruídas para preservar as tartarugas.

Ensinar estas crianças a preservar é com certeza um valor que elas irão carregar pela vida afora e deverão passar isso para seus filhos também.

Portanto amigos, não podemos perder o foco da ambigüidade humana e suas conseqüências, tanto para o bem quanto para o mal. Sei que receberei diversas mensagens de apoio e carinho, mas também estou preparada para as pedras que virão!

Ainda falando sobre as crianças eu realmente penso que um animalzinho, ou mesmo um gatinho na vida de uma criança poderá gerar conhecimentos que fogem ao currículo escolar, como exemplo a capacidade de respeitar um animal, de respeitar as diferenças, de sair um pouco do egocentrismo tão comum às crianças.

Então, queridos amigos, precisamos sim, preservar, proteger, ter ternura, ter amor e principalmente ter certeza de que cada ato de preservação que em última instância também é um ato de amor poderá gerar frutos, que serão outros atos de preservação, outros atos de amor, e que irão sucessivamente dar outros frutos.

Nesta sucessão de atos, quem sabe, além das tartarugas do lindo projeto TAMAR, poderemos também salvar outros animais.

Mas, sem fugir do assunto que tão de perto me diz respeito, se conseguirmos proteger os animais de uma forma geral, também poderemos conseguir proteger os gatinhos persas de tantos riscos que eles correm, de tantas pessoas inconseqüentes cruzando a linda Mimizinha com o Tchutchuco da vizinha.

Quando se dão conta que houve a contaminação por AIDS felina, por exemplo, já é tarde demais e restarão o choro, a saudade, a perda e talvez, somente talvez, o remorso!

Espero sinceramente ter plantado no coração de quem lê, uma pequena semente: a semente da preservação!

Abraços a todos

Kátia Ignácio

 

Referências:

http://www.mma.gov.br/port/sbf/fauna/
Acessado em 06/01/07 às 18:47 hs.

http://www.projetotamar.com.br/t_hist.asp
Acessado em 05/01/07 às 19:19 hs.

Porque preservar?

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