Boa noite a todos que chegaram até aqui.
Como entrei nessa “seara” e pretendo terminá-la, vou só lembrar que nos artigos anteriores já falamos sobre o P.K.D. e também sobre AIDS Felina.
Neste artigo iremos enfocar as outras duas doenças infecto-contagiosas dos felinos, que são a P.I.F. e a FELV.
PIF ou PERITONITE INFECCIOSA FELINA:
A Peritonite infecciosa felina é uma das mais terríveis, misteriosas e ainda pouco conhecida doença infecto-contagiosa dos felinos.
A PIF é causada pela mutação de um CVEF ou Coronavírus Entérico Felino, que até onde se sabe, é relativamente benigno ao trato gastro-intestinal dos felinos e seu sintoma pode ser apenas uma diarréia aguda que poderá ser superada inclusive sem uso de medicamentos.
Quando este coronavírus sofre esta mutação, ele passa a ser o VPIF, ou Vírus da Peritonite Infecciosa Felina.
Já houve um grande estigma sobre um gatil que apresentou um caso de PIF entre seus animais, mas hoje já se sabe que um controle sanitário eficiente reduz muito o risco de aparecimento desta terrível doença.
Outros fatores também devem ser considerados, como qualidade de alimentação, stress, carga genética e aspectos gerais de saúde e limpeza.
Existem duas formas de manifestação da doença, sendo a clássica, conhecida como PIF ÚMIDA e a SECA, menos espetacular na sua manifestação, mas tão mortal quanto a primeira.
A manifestação da PIF úmida é caracterizada pelo abatimento do animal, inapetência, pelagem opaca, eventuais vômitos e abaulamento do abdômen, pelo acúmulo lento de líquido no peritônio e em alguns casos no tórax também.
A PIF seca é também um processo infecto-contagioso, porém sem acúmulo de líquido no abdômen e no tórax. Nestes casos, o diagnóstico é mais complicado, mas exames podem mostrar o acúmulo de granulomas de cor branco acinzentado recobrindo órgãos como fígado, rins ou mesmo vários órgãos sendo atacados ao mesmo tempo.
Podem também ocorrer apresentação de uveíte, que causa a mudança na cor de um olho ou ainda dos dois olhos e icterícia, mais facilmente visível em gatos claros.
A forma mais comum de transmissão deste coronavírus é oral fecal mas ainda não está descartada a possibilidade de contaminação por mordidas.
F.E.L.V. ou LEUCEMIA FELINA:
O vírus da temida leucemia felina responsável pela morte de muitos gatos é bastante frágil em ambiente seco e calcula-se que a média de vida do vírus não ultrapasse vinte minutos em ambiente hostil.
O ataque do vírus se dá de duas formas: sendo a primeira através da apresentação de diversas formas de infecções, como infecção de pele, anemia, infecção respiratória e etc.
Os gatos contaminados normalmente morrem em função destas infecções.
Um animal com resposta deficiente ao tratamento, à base de antibioticoterapia, deveria ser testado para leucemia felina.
A outra forma é através do aparecimento de câncer com tumores. Estima-se que aproximadamente 33% dos gatos que morrem por câncer estariam infectados pelo vírus da Leucemia Felina.
É alta a mortalidade dos gatos contaminados, mesmo os que conseguem uma resposta imunológica ao vírus, mas podem, ainda em algum momento, manifestar a doença de forma aguda, e serão uma fonte de contaminação constante.
É bastante reduzida a expectativa de vida de um gato positivo para leucemia felina.
A saliva e contatos íntimos são uma das formas mais comuns de contaminação.
Nem eu imaginava que seria tão longo falar sobre isso e ainda faltou falar sobre aspectos genéticos que seriam a isoeritrólise neonatal e a surdez congênita.
Sem entrarmos ainda na morfologia dos persas e as dificuldades do parto, que podem inclusive matar mãe e bebês.
Portanto, para arrematar a série, o próximo artigo será o último a tratar do tema.
Deixo aqui um forte abraço a todo e nos vemos em breve!
Kátia Ignácio
