Quero, antes de mais nada, agradecer a todos que estiveram acompanhando esta série de artigos pela grande visitação que estamos tendo em nosso site, através dos links desta série.

Então, vamos hoje encerrar nossa argumentação sobre a questão das cruzas indiscriminadas, começando pelo parto:

 

- PARTOS

O próprio padrão internacional dos gatos persas prevê no quesito cabeça:
Redonda, maciça, abobadada e simétrica. Crânio muito largo e redondo. Testa arredondada. Bochechas redondas e cheias. Maçãs do rosto fortes e proeminentes. Mandíbulas largas e fortes e é JUSTAMENTE aí é que está o grande problema dos partos nos persas: a morfologia da cabeça.

Por ser larga, muitas vezes a cabeça não passa pelo canal na hora parto e fica entalado ali. Risco ABSOLUTAMENTE iminente de morte para o bebê e até para a mãe devido ao altíssimo grau de estresse que ela pode sofrer neste momento.

Quando isso ocorre, trata-se de uma emergência médica onde teremos poucos minutos para agir na tentativa de salvar mãe e bebê. Infelizmente muitos destes casos resultam em morte do bebê, não sendo rara a morte da mãe também.

Cães como os buldogues ingleses, tem o mesmo problema e as cirurgias para partos, as conhecidas cesarianas, são bastante comuns nestas raças, tanto nos persas como nos buldogues ingleses.

 

- ISOERITRÓLISE NEONATAL

Já se sabe que os gatos possuem grupos sanguíneos distintos, a saber: Grupo A, Grupo B e o bastante raro AB.

Existem grandes possibilidades de morte de grande parte dos bebês caso uma gata do grupo B acasale com um gato do grupo A.
É interessante fazer o teste de tipagem sanguínea no casal de forma a evitar mortandade de filhotes.

Sempre que ocorre a morte de grande parte das crias de uma gata, poderíamos em tese, suspeitar de isoeritrólise neonatal.

 

SURDEZ CONGÊNITA

Este é também um dos riscos de uma cruza indiscriminada dos gatos persas. Alguns acasalamentos são TÃO contra-indicados que sequer é possível conseguir registro destes animais, visto que as próprias Federações não os aceitam, visando claro, a saúde e o bem estar dos gatos persas.

Um tipo específico de cruza irá gerar animais com grandes chances de surdez parcial (um único ouvido), ou ainda surdez total. Portanto, quem pretende cruzar, deveria antes de mais nada estudar bastante para não correr o risco de gerar animais com grande potencial à sérios problemas de saúde.

 

SÍNDROME DO DEFINHAMENTO NEONATAL   

A Síndrome do Definhamento neonatal nem é tão rara e é capaz de matar rapidamente vários filhotes. Eles começam a morrer logo após o desmame e a rápida intervenção de um veterinário que irá tentar preservar estas vidas ainda poderá ter algum sucesso. No entanto, o índice de mortalidade desta síndrome é bastante alto.

Os sinais para este problema são bastante variados, como perda de peso, perda de calor, desinteresse por alimentação e morte entre 24 a 48 horas após os primeiros sinais.

Com este último artigo, encerro o tema esperando, sinceramente, poder levar os leitores a um momento de reflexão que poderá alterar as escolhas pessoais de cada um de vocês!

Deixo aqui um forte abraço a todos e nos veremos em breve!

 

Kátia Ignácio

Porque não cruzar! Argumentos finais.

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