Olá meus queridos leitores.

O ano letivo na faculdade está chegando ao fim e espero ter conseguido o desempenho necessário não só para prosseguir como principalmente para manter minha bolsa.

Isso, claro, tem gerado um cansaço muito grande e hoje tirei a manhã para dormir até um pouco mais tarde, no entanto, estava acordada e divagando.

Nestas divagações lembrei-me de uma cachorrinha que conheci bem lá no meu passado: Uma Pequinesa linda, amável e carinhosa.

Esta pequinesa não era minha não! Aliás, sempre quis um cachorrinho desta raça.
Ela era de um senhor que vivia próximo da escola onde eu estudava. Ele me deixava acariciar a cachorrinha através do portão da casa. Nunca a peguei no colo e ela nunca saiu da minha memória!!!

Incomoda pensar que hoje quase não temos mais pequineses! Eles sumiram!!

Minha infância foi bastante pobre e talvez eu até incomodasse aquele senhor indo diariamente na sua porta para brincar com a cachorrinha.

Porém, o amor pelos animais já estava lá, falando alto!!! Aprendi a ler com a idade de cinco anos e meio porque queria muito entender o que estava escrito em uma coleção de livros que tinha na casa dos meus avós paternos. Minha irmã já estava sendo alfabetizada e eu fui observando seus cadernos e consegui então decifrar aqueles livros lindos, cheios de fotos de animais.

Quando escrevo meus artigos, sempre fico imaginando que terá alguém com paciência necessária para a leitura deles e então, a imaginação “rola solta” e para mim, escrever é quase como conversar com você!

Imagino eu e você leitor, sentados aqui fora, no pátio, tomando um café e conversando!

E nessas conversas posso te contar um pouco sobre as coisas que penso, que já vivi e que ainda tenciono fazer.

Posso te contar então, que durante uns dois meses trabalhei numa Clínica Veterinária e lá pude ver tanta coisa!!!

Havia uma divisão de ortopedia e era extremamente comum o atendimento de cães de grande porte para o tratamento da displasia coxo-femural.

Era triste ver animais de porte altaneiro como um Pastor Alemão, por exemplo, arrastando-se em direção à comida e água, porque já não conseguiam mais caminhar!

Vi, recentemente, uma entrevista de um biólogo falando sobre a questão da proteção do meio ambiente e este biólogo foi taxativo ao afirmar que o meio ambiente NÃO está em risco. Durante a sua fala ele realmente me convenceu de que o risco não está mesmo para o meio ambiente e sim para nós humanos. E que o discurso do Vamos proteger o meio ambiente é falso e precisa ser revisto.

Outro dia estive num evento e uma pessoa me procurou para comprar um gatinho porque queria cruzar com sua gata branca de olhos azuis.

A pessoa em questão enaltecia a beleza dos olhos azuis da gata, parecendo desconhecer a tendência à surdez, típicas deste biotipo.

Conversei com esta pessoa alertando sobre isso e então, para minha surpresa, ela se disse conhecedora desta tendência genética, mas que mesmo assim, ela queria cruzar a sua gata. Nem ao menos dei os preços de meus filhotes, porque eu jamais venderia um gato para essa finalidade.

Muitas vezes recebo e-mail, cartas e outras formas de contato de pessoas querendo cruzar seus gatos, sendo a esmagadora maioria de gatinhos pets.

Sempre que possível eu vou esclarecendo estas pessoas sobre os mistérios que envolvem a criação dos gatos persas e procurando orientá-las no sentido de deixar a criação nas mãos dos estudiosos deste assunto.

Muitas pessoas se assustam quando tomam conhecimento de que só entre os persas e a variedade himalaio existem mais de trezentas possibilidades diferentes de cores e marcações.

Minha idéia não é assustar ninguém, mas tenho que esclarecer que determinadas “misturas” são explosivas e geram SIM gatos com problemas, entre eles a surdez e outros sérios problemas.

No entanto, infelizmente ainda se vê um alto grau de consangüinidade, muitas vezes faltam controles até para doenças que já estão banalizadas entre nós, como é o caso do P.K.D., por exemplo, ou a Síndrome do Rim Policístico.

Nem toquei até agora nas terríveis infecto contagiosas dos gatos, como a PIF/FELV e etc...

Às vezes sinto que tive sucesso no meu trabalho de “catequese” mas já fui inclusive duramente criticada por isso, e a acusação mais comum é de que tenho medo da concorrência!

Não gente, eu não tenho medo da concorrência. Eu tenho tristeza de ver tudo o que se faz por ignorância, e principalmente, por saber-se ignorante, mas não buscar o conhecimento.

Tenho saudades dos Pastores Alemães assim como tenho saudades dos pequineses.

Agora tenho certeza de que serei duramente criticada por externar meu ponto de vista, mas sou FRONTALMENTE contra o extermínio dos Pitt Bulls.
Deveriam exterminar os humanos que põem estes cães em lutas, não os cães!

Conheço sim Pitt Bulls dóceis como cordeirinhos e claro, também já vi verdadeiras máquinas de matar que atendem por nomes sugestivamente agressivos! Será que foi o cão que escolheu este nome? Acho que não!!

Então gente, da minha infância, tenho saudades dos pequineses, da minha idade jovem tenho muita saudade dos Pastores Alemães e vejo com verdadeiro horror o que estão fazendo hoje com os Pitt Bulls.

Será que chegará o dia em que terei saudades dos GATOS PERSAS???????

Abraços a todos e até uma hora dessas!!!

 

Kátia Ignácio

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