Bom dia a todos os meus leitores. Volto hoje aqui para falar sobre um tema que deverá ganhar cada vez mais importância, que é a socialização de nossos animais de estimação.
Seguindo uma tendência natural, as famílias estão cada vez mais heterogêneas e cada um gosta de um bichinho diferente.
Espera-se que todos eles convivam em paz dentro de uma casa, mas nem sempre é isso que acontece e é até comum ouvir perguntas do tipo:
- Eu queria muito um gatinho, mas eu tenho cachorro. Será que vai dar certo?
Existem casos de muito sucesso, mas também casos de um fragoroso fracasso, inclusive com riscos para os animais, principalmente os mais fracos.
Já fiz, em outro artigo, uma defesa veemente da raça pitt Bull e eu realmente acredito que estes cães não são estas máquinas mortíferas que vemos quase diariamente na televisão.
Essas máquinas mortíferas são sim, muitas vezes vítimas da fome, dos maus tratos, da ignorância de alguns ditos “humanos” e da sempre funesta criação de fundo de quintal.
Nada mais triste do que ver um animal com fome, sozinho e abandonado.
E quando este animal, faminto, ataca alguém, julgamos imediatamente o animal como o grande culpado, esquecendo que fomos nós, os humanos, que os submetemos a toda sorte de maus tratos.
No entanto, uma criação séria, voltada para o convívio com os humanos, onde os animais são tratados com o respeito que merecem, com carinho, com atenção, alimentação e tratamento adequados podem fazer toda a diferença e os lares onde estes animais vivem serão certamente lares muito felizes, onde os animais serão membros da família.
Na minha prática diária como criadora de gatos, tenho uma preocupação constante de que os gatinhos desde cedo sejam manipulados, ouçam nossas vozes, mesmo que ainda nem tenham aberto os olhinhos. Conforme vão crescendo, que tenham brinquedos disponíveis, espaço adequado e protegido de eventuais acidentes nos berçários. Alimentação constante, água fresca, proteção contra picos de temperatura são outros fatores necessários para um crescimento sadio.
Tenho também um cachorrinho, o Christoffer. É o que chamamos de “micro porpetinha mirim”, por pesar apenas 1.100, embora também seja um bebe, pois tem apenas 4 meses.
Nem todos sabem, mas tivemos uma outra yorkshire que viveu conosco por quase 13 anos, mas que nos deixou há alguns meses atrás, a sempre saudosa Bianquinha.
Ter outro cachorro foi uma decisão bastante ponderada, não só para suprir de certo modo a saudade imensa da Bianca, mas também para que os gatinhos tivessem desde cedo contato com cães e já cresçam acostumados com eles.
Ele é menor que muitas gatas daqui de casa, mas uma delas em especial, tornou-se a queridinha dele. Ele dorme encostado nela e a segue pela casa sempre com demonstrações de carinho.
Mas, entrei neste tema, mais para contar um caso que aconteceu recentemente e é o grande tema deste artigo.
Recebemos, recentemente um casal e sua linda filhinha aqui em casa. O casal pretendia adquirir um gatinho que seria o presente de aniversário da menina. Delicadamente, questionei sobre a idade da criança, temendo que fosse muito bebe e não tivesse o devido cuidado com um gatinho.
A idade estava bastante adequada e os pais afirmaram categoricamente que a criança era apaixonada por bichinhos o que nos tranqüilizou bastante.
Ainda comentando sobre o amor que a criança teria por animais, acrescentaram que eles tem um pitt Bull em casa e que o cachorrinho cresceu nos braços da menina.
Neste momento eu GELEI!!! Pensei comigo: Ai meu Deus.. um pitt Bull? E o meu gatinho?? E agora?? Eles viajaram de longe para vir até aqui em casa!! Enfim, inúmeras dúvidas me assaltaram e eu pensei seriamente em não vender o gatinho para eles.
Talvez até pressentindo alguma resistência, trouxeram várias fotos da família em momentos diversos e sempre o cãozinho no meio deles, na maior harmonia.
Esta foi minha prova de fogo, até porque eu já havia defendido os pitt bulls, mas isso sem envolver gatos meus. E agora???
Desnecessário acrescentar que a criança era a coisinha mais adorável da face da terra e era absolutamente nítido o seu contentamento, sentadinha no pátio, brincando com os gatinhos.
Depois de muita conversa, resolvi confiar também no meu sexto sentido e eles saíram daqui com uma linda gatinha himalaio. Nem sei quem estava mais feliz: se o pai, a mãe ou a criança, ou mesmo nós, porque é bom ver gente feliz!!!
Orientei bastante sobre as técnicas de introdução de um novo animalzinho num ambiente, coloquei-me à disposição para ajudar em qualquer momento que fosse necessário, mas também estava bastante confiante que eles sabiam MESMO o animal que tinham em casa.
Hoje, cerca de um mês depois deste fato, recebi um e-mail com algumas fotos que registram fielmente o quanto é importante a socialização.
O Pitt Bull, que atende pelo nome de Hoosbrava deu provas incontestes de sua estabilidade de temperamento, e é o fiel companheiro tanto da criança, quanto da gatinha, quanto dos pássaros que completam este lar.
Então amigos, volto aqui hoje para reiterar minha linha de raciocínio e dizer que continuo acreditando que não é necessário exterminar uma raça, como se pretendia fazer com os Pitts Bulls, porque, de fato, não é necessário, e eles são sim, cães dignos e estáveis.
A família gentilmente autorizou a publicação das fotos e partindo do princípio que uma imagem vale mais que mil palavras, seguem algumas fotos que ilustram melhor, tudo o que eu falei até agora.
Penso até, que nem precisaria ter falado tanto, porque as fotos falam, ou melhor, gritam sozinhas, as idéias que defendi aqui.
Abraços FRATERNOS!!
Kátia Ignácio






